sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Mantenha-se Dourado

Quando estava no primeiro ano do ensino médio, um livro me chamou muito a atenção pelo título: Outsiders - vidas sem rumo. Um história escrita na década de 1960 por uma garota de 17 anos. Outsiders conta a história de três irmãos órfãos - e lindos - que fazem parte de uma gangue, os Greasers. 
Pois bem, fiquei encantada com a história e com todos os detalhes que a autora descreve. Algum tempo depois descobri que Francis Ford Coppola dirigiu um filme baseado no livro. Filmado em 1983, o longa conta com os ainda adolescentes Matt Dillon, Patrick Swayze e Tom Cruise.


Hoje finalmente minha espera terminou. Assisti ao filme com um sorriso de fã boba. Os personagens dessa vez tinham rostos, tão parecidos com os que eu tinha idealizado enquanto lia a obra de Hinton. Coppola conseguiu manter o roteiro fiel à história original. O longa supriu todas as minhas expectativas, e ver aqueles atores tão novinhos foi uma surpresa a parte.
Um roteiro que fala de adolescentes que bebem, fumam e brigam e ao mesmo tempo consegue passar uma mensagem de amizade que ultrapassa todas as barreiras, não é para qualquer autor e diretor.
Filme mais que recomendado.
 
 

Lembre-se, Ponyboy: "Mantenha-se dourado".


sábado, 12 de novembro de 2011

Nós

Acho tão bonito essa coisa do "nós", do "junto", do "compartilhado". E sabe que sinto falta disso? Falta de ser incluída em planos, de dividir minha individualidade, de descobrir outra pessoa.
Acho lindo poder dividir coisas novas, pode ser uma música, um filme, um lugar bacana. Não importa, o bonito está em se doar para a outra pessoa.
Nada é mais reconfortante do que acordar pela manhã e saber que tem alguém pensando na gente, e o mais legal, que a gente também pensa nessa mesma pessoa com a mesma intensidade de que é lembrado.

Só para deixar registrado que acho o companheirismo a coisa mais linda do mundo!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fonte de amor inesgotável

Dia 03 de Novembro de 2011. Enfim chega o grande dia que realizaria o meu sonho de ver o show da banda que mais amo na vida: PEARL JAM.
Duas horas e meia de carro, e finalmente estava na frente do estádio do Morumbi. Entrei no estádio às 17h30, meu pensamento – e medo – era ficar longe do palco e não poder vê-los como queria. Graças a meu bom Deus, a pista estava mais vazia do que tinha imaginado.
Enterrei meus pés a esquerda do palco, bem próxima da grade e pude ver o show sem precisar ficar na ponta dos pés – na frente do segundo refletor para ser mais exata – e só saí quando ouvi o good nigth do Eddie Vedder. Não acreditava que em pouco mais de três horas poderia em fim ver as minhas Geleias de Pérolas.

Para passar o tempo e tentar amenizar a ansiedade, nada melhor que conversar com outros apaixonados por Pearl Jam como eu. Conversamos, cantamos, fizemos até um bolão para ver quem acertaria a música de abertura do show – façanha que ninguém conseguiu êxito.
Por volta das 19h40, a banda de abertura The X começou seu show. Uns tiozões fazendo punk rock da melhor qualidade ainda tinha uma vocalista a cara da Suzan Boyle. Ao fim das músicas, eu e o pessoal ao me redor gritava: SUZAN! SUZAN!

Hora da troca dos instrumentos, e a ansiedade só aumentando. Olhos vidrados no palco. Qualquer movimentação era motivo para a tremedeira entrar em foco. 20h45 (horário previsto para começar o show) e nada, o que rolava nas caixas de som era uma música bem lenta, que fazia a espera apertar ainda mais  meu peito. Estava frio e ventava muito, mesmo assim, minhas mãos suavam.
21h10 – As luzes se apagam e uma fumaça toma conta do palco, era chegada a hora! Entraram Matt, Jeff, Mike e Stone, e a gritaria comeu solta. Quando Eddie entrou no palco, meus olhos encheram d`água e para a minha surpresa, não chorei. Só tremia, tremia como nunca, por um momento pensei que passaria mal, mas nada de mais grave aconteceu.


Hoje, posso dizer que senti a sensação de ter o “coração na boca”. Iniciaram o show com a maravilhosa "Release”, em seguida "Corduroy" e para o meu delírio emendaram “Why Go” que incendiou as 50 mil pessoas que me acompanhavam em um dos coros mais lindos que já vi! Nem nos meus maiores devaneios poderia imaginar uma apresentação com tantas músicas que amo. Até mesmo as mais improváveis “The Fixer”, "Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town" e "Unthought Known" entraram no repertório. Ao total, foram 26 canções em 2h10 de show.
Eddie é a simpatia em pessoa, dizendo em português frases como: “Boa Noite, oi galera, tudo bem?” “Feliz por estar em São Paulo” “Obrigado por nos chamar de volta” “Vocês estão bem aí?” fez com que a minha admiração e amor por ele só aumentasse.


Fizeram um show com músicas de quase todos os álbuns. Não acreditava que estava presenciando aquele momento. Para minha alegria completa, ainda tocaram "Daughter" "Do The Evolution" "Porch" e "Better Man". E Claro, senti falta de “Give To Fly”, mas nada que me deixasse triste ou algo parecido. Fecharam com o já tradicional cover "Rockin' in the Free World" do Neil Young.
Foram embora e já sinto saudades. Amor mais que renovado e quadriplicado. Obrigada por fazerem um set list melhor que imaginei.

Voltem logo! ♥"



"Daughter"