sábado, 12 de maio de 2012

De alma lavada

Era chegado o grande dia. Finalmente iria ver um show dos barbudos mais lindos e incríveis que existem: LOS HERMANOS, de longe minha banda nacional favorita.
Como queria ficar o mais próximo possível do palco sai cedo de Mogi, tendo em vista que o show começaria às 22h. Cheguei ao Espaço das América por volta das 16h, na fila deveria ter cerca de 60 pessoas, sinal de que teria um bom lugar para ver o espetáculo. E que espetáculo!
Abriram a casa de shows pouco mais das 19h, foi tudo muito rápido: a entrega do ingresso, a revista... quando percebi já estava correndo como uma maluca mirando o palco. Objetivo concluído: Estava há uma pessoa da grade, eu disse UMA pessoa, colei meus pés na frente do microfone do Amarante e pude ver cada gesto, cada careta, cada dancinha que só aquele gênio sabe fazer.

Los Hermanos
Da abertura do local do show até a entrada do barbudos foram duas horas e meia de angústia e espera sem fim, até que às 22h15 apagaram as luzes, e o quarteto tomou conta do palco! Não deu outra: tremedeira em foco e sem choradeira como já havia previsto. 
Amarante só no tchê tcherere tchê tchê
Abriram o show com "Além do que se vê" e já emendaram "Retrato pra ia iá" e "O vencedor" que cantei a todo o pulmão. Aliás, coloquei meus pulmões a prova nesse show, porque nem no show do Pearl Jam eu gritei e pulei tanto. Quando tocaram "Todo o carnaval tem seu fim" foi o momento de jogar todos os confetes e as serpentinas que a minha amiga havia comprado. Foi lindo de se ver, todos os oitos mil hermanos jogando confetes e serpentinas. Mágico!
Lindo demais ver eles se divertindo tanto quanto eu
Dava para ver no rosto de cada um dos integrantes da banda o quanto eles estavam felizes e se divertindo,  (menos o Bruno Medina, que não deu nem um tchau para a platéia, parecia que estava ali por obrigação, sem a menor vontade de interagir com seus fãs). Rodrigo Amarante é uma figura, fazia caras e bocas e dos quatro era o que mais interagia com o público, quando o show estava terminando ele foi agradecer por estarmos ali, aí ele solta a pérola: "Um alô pro pessoal de trás, o pessoal mais idoso", foi demais. Poder ver Marcelo Camelo e o próprio Amarante tão animados, cantando no mesmo microfone, um mexendo na guitarra do outro e quase dando cambalhotas no palco... não tem dinheiro que pague.
Bruno Medina,  deveria estar ali por obrigação, tsc
Para o meu delírio ainda tocaram "O vento", "Um par", "Condicional" e "Quem sabe", ao todo foram 28 canções, em duas horas de show. Quando tocaram a minha música favorita "Conversas de botas batidas" eu não aguentei, abri os braços, fechei os olhos e senti as lágrimas rolando, para mim foi o ápice do show. Encerraram com a mesma música dos concertos anteriores: "Pierrot" . Sai de lá cheia de confetes, com o pé moído, suada,  mas de alma lavada. Valeu Los Barbudos!

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