quarta-feira, 16 de julho de 2014

Carta que nunca vou te mandar

Estou ensaiando escrever esse texto há pouco mais de um mês. Desde que tudo aconteceu. Terminou. Mas me sentia - ainda sinto - tão esgotada que não tenho ânimo nem para vomitar essas palavras direito.

Minha vida tem sido uma montanha-russa de emoções: às vezes estou bem e de repente estou aos prantos. Quantas vezes me tranquei no banheiro da agência e chorei sem fazer barulho. Aliás, nem lembro qual foi o último dia em que não chorei. Deve ter sido quando fui ao karaokê e te chamei e você recusou porque tinha muito trabalho...

Às vezes sinto tanto, mas tanto a sua falta que meu coração fica  pequenininho e até doí. Uma dor que senti em poucas ocasiões e achei que não sentiria tão cedo. Aí olho para suas fotos que estão no meu celular e tenho vontade de apagar todas, mas não apago. Não consigo.

E então eu choro, choro até meu peito aliviar. Mas no dia seguinte ele já está pesado de novo e aí eu choro outra vez, até ficar leve... um ciclo vicioso que estou até me acostumando, infelizmente.

Nunca lidei bem com a rejeição, ainda mais quando vem de alguém que a gente admira muito. Mais do que triste, estou frustrada, decepcionada, você sabe disso.  Mas estou reaprendendo a ter a mim mesma como companhia e até que está sendo uma boa experiência. 

Espero ansiosamente pelo momento em que sua lembrança seja sinônimo de sorriso e não de lágrimas.

Como diz Marcelo Camelo: "Tudo Passa".
Eu sei que uma hora vai passar. Vai sim.



<3

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