Levanto para trabalhar com vontade de continuar deitada ao lado daquele que tem me feito sorrir.
Ainda sonolenta troco de roupa e vou me arrumar. No corredor para ir ao banheiro, noto que aqueles olhos verdes estão me olhando.
Minha vontade de mandar meu emprego à merda e ficar ali, deitada, só ouvindo a respiração do querido aumenta ainda mais.
Meio acordado, meio dormindo, ele abre os braços e faz para mim aquele sinal de "vem aqui". Vou. Fico ali deitada em seu peito quentinho ouvindo sua respiração e sentindo seus dedos acalentarem meus cabelos.
- Posso ficar aqui pra sempre?
- Pode. Fica aqui pra sempre, linda.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
O ano do desafio
Comecei 2013 recém formada e sem emprego. Meu estágio havia terminado em dezembro e não tinha a menor ideia por onde começar minha vida profissional como jornalista diplomada. Bateu aquele desespero. "E se não conseguir nada na área?" "Será que perdi meu tempo e dinheiro com um curso que não irá trazer o retorno esperado?".
Mandei currículo como uma louca. Os dias passavam, o tédio e desespero aumentavam. Passei o carnaval com cara de velório e uma ideia em mente: ou consigo um emprego ou junto minhas tralhas e vou passar um tempo na casa da minha avó em Recife.
Bom, a primeira opção deu certo. Consegui um emprego como social media em São Paulo. Foi aí que minha saga de trabalhadora "adulta" realmente começou. Acordar cedo, pegar condução cheia, trabalhar muito, pegar condução lotada de novo e dormir. Por seis meses essa foi minha rotina. Não aguentava mais. Estava a ponto de jogar tudo para o alto em nome da minha saúde física e mental.
Claro que nesse meio tempo saia quando dava; ia em shows - vi o Pearl Jam pela segunda vez, nesta ocasião pude vê-los da grade do Lollapalooza e na companhia de minha irmã, o que tornou tudo muito mais especial. Conheci lugares diferentes, pessoas maravilhosas - neste aspecto 2013 foi muito generoso comigo. Voltei a conversar com minha melhor amiga que mora a alguns aeroportos de distância. Presenciei amigas queridas casando. Quase deu certo a implantação da AIESEC aqui em Mogi.
Mas tudo isso ainda não era suficiente. Trabalhar tão longe da minha casa estava tornando-se um fardo maior do que poderia suportar. Chorava sem motivo, não tinha ânimo para mais nada. Foi então que um amigo, sabendo do meu sofrimento, resolveu me chamar para morar junto com ele e mais dois amigos. A proposta era tentadora. O apartamento está localizado a exatamente CINCO MINUTOS do meu trabalho. CINCO MINUTOS A PÉ. Era o fim dos meus problemas. Ganharia quase três horas de sono, poderia voltar a assistir filmes, fazer meus trabalhos da pós graduação com tranquilidade, (sim, dei inicio em agosto a um curso de um ano de meio de pós graduação em Jornalismo Cultural). Enfim, voltaria a ter vida; algo que não sabia mais o que era.
Nove dias antes de completar 25 anos sai definitivamente da casa dos meus pais. Muito mais do que isso; sai da minha zona de conforto, da segurança financeira que meus pais me davam. Foi sem dúvida o maior desafio que 2013 me trouxe. Muito mais do que ingressar na minha área, mais do que escolher um curso de especialização.
Morar sozinha me fez amadurecer três anos em três meses. Tarefas triviais como tirar o lixo, pagar contas no prazo, fazer comida tornaram-se parte da minha preocupação rotineira. Claro que ganhei muito mais liberdade; saio a hora que quero, não dou satisfação para ninguém. Hoje, realmente sou dona do meu nariz.
E para completar este ano de aprendizagem e desafios, conheci um forasteiro que tem dado cor para minha vida. Sorrisos à minha rotina. Forasteiro este que tem sido a melhor parte dos meus dias. Que seja eterno enquanto dure.
Obrigada, 2013.
<3
domingo, 4 de agosto de 2013
Mais ou menos
Deve ser esse tal de "inferno astral" que tanto as pessoas falam. Sabe como é, meu aniversário tá chegando e a melancolia só aumentando. Não adianta sair pra beber, dançar, estudar, ver gente nova... Nada me dá ânimo. Tô com preguiça dessa rotina. Minha vontade - como já disse em outros textos - é sumir dessa cidade, desse estado. E por que não sair daqui? É um misto de medo com insegurança, sensações fortes que não nos deixam sair da zona de conforto (que no meu caso nem é tão confortável assim).
É tudo tão sacrificante, difícil, efêmero e o resultado nem sempre vale a pena. São praticamente 25 anos mais ou menos. Amores mais ou menos, empregos mais ou menos, rotinas mais ou menos, experiências mais ou menos. Talvez seja só uma visão bem pessimista e depressiva de uma pessoa prestes a completar um quarto de século que percebeu que não fez nada da vida. Acho que ainda não acordei.
domingo, 30 de junho de 2013
Tirando o mofo
Sinto saudades daqui. Mas a vida louca - e a preguiça - não me deixam escrever. Tenho tanta coisa pra contar que nem sei por onde começar.
Fui em dois dias de protestos em São Paulo, inclusive aquele 13 de junho do terror que a polícia desceu a porrada na galera. Muitas bombas de efeito (i)moral no pé - sorte que estava de bota; e de gás nos olhos - haja vinagre!
Tenho dormido menos - bem menos - do que gostaria, com isso ganhei olheiras azuladas que não sei se ficaram bem em mim. Agora faço parte da classe que trabalha mais do que precisa e ganha menos do gostaria.
Continuo colecionando relacionamentos (nem sei se posso chamar assim ) frustados, errados que cada vez mais me dá preguiça dessa vida amorosa.
Estou frequentando lugares que tem me expandido a mente; algumas gírias novas têm visitado meu vocabulário. Olha só que massa! Pessoas do passado reapareceram para firmar algumas convicções e outras surgiram do "nada" para me dar novo fôlego.
Acumulo projetos como nunca. Sabe aquela vontade de 'abraçar o mundo' e não conseguir sair do lugar? Pois é. Mas é isso aí. Amanhã começa novo semestre e o projeto verão. Minha pança agradece.
Espero da próxima vez ter assuntos mais interessantes para contar. Torçam por mim.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Amor à flor da pele
domingo, 14 de abril de 2013
Fanzineiras, sim!
Há um ano foi iniciada a saga para iniciação do TCC, já falei dele alguma vezes, mas você pode saber tudo sobre o queridinho aqui.
Foi exatamente num evento organizado pelo Ugra Press que o mundo do zine tomou forma e depois disso conseguimos montar os nossos filhos.
Domingo passado (7) fomos para o Terceiro Ugra Zine Fest, mas desta vez como fanzineiras (cof, cof), afinal, haviam zines nosso expostos e alguns para troca também.
Saímos de lá com sensação de dever cumprido e ciclo encerrado.
Apesar disso, pretendo continuar com o Polaroid, espero que seja o desejo das queridas que embarcaram nessa comigo.
PS: O texto está no plural porque o Polaroid não foi feito só por mim.
domingo, 7 de abril de 2013
Agradecimento de uma fã incondicional
Desta vez eu não irei escrever um post imenso sobre o meu segundo show do Pearl Jam. Eu não tenho palavras para mensurar o quão magnífico foi poder ouvir Given to fly, Wishlist e Yellow ledbetter ao vivo. Conseguir assistir a um show com ingressos esgotados, e ficar na grade, foi mais do que uma meta alcançada, foi uma realização pessoal.
Desta vez eu prefiro guardar na memória momentos tão intensos em que minha alma se elevou numa paz sem tamanho. Só posso confirmar que meu amor e admiração crescem a cada dia e me orgulho muito de ser fã de uma banda tão singular.
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